O TESTE DO FRANGO


O órgão de aviação americano (US Federal Aviation Administration)  preparou uma  interessantíssima Home Page, infelizmente já desativada, descrevendo um de seus mais engenhosos dispositivos.
 
O mesmo buscava testar a resistência do vidro dos pára-brisas de suas aeronaves, e  consistia em uma espécie de canhão que disparava um frango morto na direção do vidro do avião sob teste.
  
O disparo era exato, e reproduzia a velocidade com a qual a ave alcançaria o avião em vôo. Teoricamente, se o pára-brisa resistisse à prova de impacto, então certamente suportaria uma colisão com um pássaro em vôo real.
 
Na prática, o dispositivo funcionou perfeitamente, com centenas de provas efetuadas nos EUA.
 
Estudiosos portugueses, que estavam desenvolvendo uma locomotiva super veloz, encontraram essa Home Page e se interessaram pelo canhão de frangos, pensando em aplicar a idéia aos pára-brisas de seu novo trem Hi-Tech, já em fase final de projeto.

Entraram em contato com a US-FAA, conseguiram um canhão emprestado, e começaram a efetuar os testes. Já no primeiro tiro, o frango arrebentou o vidro frontal do trem, quebrou o painel de instrumentos, arrebentou a cadeira do maquinista, feriu dois técnicos e voou até o fundo da locomotiva, estatelando-se na parede traseira, deixando uma profunda marca no metal.

Os portugueses ficaram completamente perplexos com o surpreendente e violento  resultado.
 
Documentaram a cena em detalhes. Produziram fotos digitais, gravaram declarações de testemunhas oculares, elaboraram documentos técnicos, e enviaram todas estas informações em um arquivo zipado para a US-FAA via e-mail, perguntando o que é que haviam feito de errado.
 
Os técnicos americanos estudaram cuidadosamente a documentação recebida e responderam, em um e-mail seco e direto:






"DESCONGELEM O FRANGO".

 

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